10 de março de 2011

Signo



Como são falsos todos esses poemas,
demonstram de forma tão lúcida
a tristeza da paixão e angústia
de ver a vida passar como uma criança,
vendo carrosséis brincarem no parque
e ficar com o brilho da esperança
de poder tocá-los (e nunca conseguir).
São lampejos de sonhos encarcerados
Em busca de olhos que abriguem
As suas ânsias de sentirem-se vivos.

Conhecem só esse mundo cadafalso
onde o ator e a dama se criam
e inventam dramas e conflitos
e se rasgam em nome de guerras.
São falsos e só pedem piedade
pelo desejo de ter tudo em mãos.

Agora eles pedem a realidade,
lábios quentes colados na pele
a busca do verbo demente
flamejando a carne em trapos.

Clayton Pires


2 comentários:

Marielle Sant'Ana disse...

Retribuindo também o comentário no meu blog, achei seu poema semioticamente belo! Essa forma de escrever o complexo de forma simples é sua marca, Creito! Você tem muita criticidade em forma de modéstia, humildade e poesia.

Abraços.

Anita disse...

As vezes tanta doçura, lirismo, neste desespero...como tem passeado essa tua Alma!